quinta-feira, 2 de julho de 2015

Inter promove jogo da Tolerância Racial


Depois de promover o jogo da conscientização ambiental, com distribuição de sacolas para os torcedores recolherem o próprio lixo no estádio; da acessibilidade, com a participação de mais de 700 pessoas com deficiência; e da solidariedade, com a arrecadação de cerca de 30 mil agasalhos, o Internacional agora quer chamar a atenção para o racismo no futebol. Neste domingo (05/07), contra o Atlético-MG, o Clube quer marcar a partida como o jogo da Tolerância Racial.
Com o slogan Somos Todos Iguais, o Internacional e o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, com o apoio da Ajuris (Associação dos Juízes do RS), querem passar a mensagem de que não importa a cor ou a etnia, na essência, somos todos iguais.
Para chamar a atenção para a questão, jogadores e torcedores colorados gravaram depoimentos falando dos diferentes lugares de onde são, porém com a semelhança de serem torcedores do Internacional. Argentina, Chile, Panamá, Mato Grosso, Recife são apenas alguns dos lugares relatados que mostram as diferentes faces da torcida do Campeão de Tudo.
Além disso, no domingo, será realizada uma tarde dedicada à diversidade cultural, com espetáculos de música e dança no Sunset Beira-Rio, localizado sobre o estacionamento coberto. Apresentação de danças típicas de países como Itália e Alemanha, capoeira, dança do ventre, samba, frevo, forró, afro e gaúcha estarão entre as atrações para o público. Os shows acontecem das 15h às 18h, com entrada gratuita.

Torcedor está convocado a chamar a atenção para a tolerância racial na sociedade
Tradição de tolerância racial
Não é de hoje que o Internacional adota a tolerância racial como um de seus princípios básicos. A sua fundação, por irmãos paulistas que não conseguiram entrar em outros clubes da capital que não aceitavam pessoas de fora, já tratava de criar um Clube que fosse aberto a brasileiros e estrangeiros.
Um ano após sua fundação, o zagueiro alemão With Bahr se tornou o primeiro estrangeiro a vestir a camisa colorada, feito que mais tarde seria repetido por grandes nomes como Benitez, Figueroa, Diego Aguirre, Guiñazu, D’Alessandro e muitos outros. Já em 1928, o Clube contratava seu primeiro jogador negro, Dirceu Alves, ganhando o título de Clube do Povo.
De olho no racismo
O Observatório da Discriminação Racial no Futebol tem o objetivo de monitorar e divulgar, através de seus canais, os casos de racismo no futebol, assim como ações informativas e educativas que visem erradicar a intolerância que tanto macula a democracia das relações sociais.
O Observatório acredita que o esporte mobiliza e transforma vidas em todo o Brasil. Ele contribui para a aprendizagem e proporciona mais qualidade de vida, bem-estar e saúde a crianças e adultos. O futebol gera emprego, multiplica renda e é um importante fator de inclusão social. Além disso, pode ser um agente mobilizador em prol de diferentes causas da sociedade, entre elas a discriminação racial.
Petição contra o racismo e a intolerância
A Ajuris tem projetos que buscam a conscientização contra o racismo e qualquer tipo de intolerância. O projeto principal é a ratificação de duas convenções da OEA (Organização dos Estados Americanos) contra qualquer forma de intolerância e racismo. Existe, inclusive, uma petição pública disponível no site da Ajurir que pode ser assinada apenas por com um clique por todos que sejam contrários a qualquer forma de intolerância. Clique aqui para assinar a petição e fazer parte dessa corrente. 

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